domingo, 13 de abril de 2008

micea eliad

Sweden All Stars: I'm Good, I'm Gone (accustic Live)

comboios a fora

pois bem ... incansaveis devaneios

esse semana descobri as facilidade de usar os trens de portugal, aqui chamados de comboios.. a maioria dos techos é bem curto/medio.. tipo 45min-1h
custam 1,65€ o que é muito barato, mesmo preço do auto-carro(onibus) e do eletrico(bonde).
descobri uma coisa curiosa, a maioria dos destinos turisticos fim no fim da linha
e fora a linha que percorreo o téju, que vai pela beira, os trens passam pela periferia de lisboa, um lugar muito sinistro que lembra bastante as COHABs brasileiras, tudo grafitado uma locura. Até as periferias são globalizadas.

alguns destinos como sintra, caiscais, queluz, amadora, benfica, portela...valém a pena ir e voltar, mas comer na rua é complicado. Fora a esmagadora comida "internacional" as pequenas casas de comida portuguesa são romanticamente insalubres.. é preciso procurar muito até achar um lugar que além de barato seja agradavel, mas há.

aqui pode não haver a incoveniente insistências dos pedintes, mas no lugar disso há o insistente assédio dos ciganos a vender drogas no meio da rua..a borla (avontade)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

anti-criação

bom, algo mais "cool" surgiu.

Esses dias encontrei esse trabalho, era uma experiência de tentar traduzir as frequências da musica em imagens. Segundo autor é um trabalho complexo, mas ao mesmo tempo muito simples. Uma questão de mapear as "notas" e relaciona-las a "reações imagéticas", mas o que eu fiquei mais impressionado foi a fluidez com que as imagens reagem a música.

Dai hoje encontrei um livro que fala da construção de formas a partir da interpretação de sistemas de informação, por exemplo o Vento. Partindo da interpretação do vento e da maneira com que ele flui seria possível construir superfícies resultantes disso. Uma observação high-tech da erosão.

Pois bem, foi dai q eu me dei conta de uma coisa, a autonomia da obra. Ambos os autores da musica e das formas chegaram a conclusão que a partir da criação de um sistema era possível criar um "organismo" autônomo, pois por mais fixas que a reação seja, as relações entre elas são imprevisiveis (esse vídeo me dá muito essa sensação). Foi quando eu comecei a lembrar dos filmes que falavam sobre "o fantasma da máquina" resultado da autonomia da criação humana, blade runner, 2001,etc... Quando passamos a temer a autonomia de nossa criação, parte daquele medo ancestral do homem, o medo da natureza, o medo do outro que é autônomo a consciência de si próprio. Aquela ideia de Sartre de "inferno são os outros", que na realidade são autônomos a nosso controle, ou algo assim...

bom em fim... devaneios


Solar, with lyrics. from flight404 on Vimeo.

terça-feira, 1 de abril de 2008

"vivendo o estranho ser de se ser estranho no estrangeiro"

vou conar umas coisas que descobri aqui... algumas coisas que vc precisa saber sobre a terra luzitana.

1# se pensavas que em portugal era falada aquela lingua que te ensinaram no colégio, engana-te.

aqui se fala uma lingua que ao chegar, institivamente chamei de "portugales" e que recentemente descobri que de fato esse termo existe. (alguns amigos que rumaram a oeste dos andes disseram que lá é falada uma lingua que não é castellano e sim chilês) O Portugales é umas especie de portunhol onde não é possivel se dirigir diretamente a uma pessoa, parece que tudo é falado num "subjuntivo" meio lírico. Serve muito bem para fazer poesia, mas não para ser prático, direto, ou pessoal.
Excessivamente formal e impessoal essa lingua faz garotos de 15 anos soarem como homens de 200 anos, isso explica muito a segunda coisa q "cá descobri".

2# fado não é musica, é um estilo de vida.

nas primeira semanas acreditei que todos era rudes, mal-educados e pouco prestativos. Quando conheci alguns mais de perto me dei conta de que isso não necessáriamente significa que as pessoas não gostam umas das outras, mas que de fato são formais e impessoais isso sim. Tirando alguns jovens, que me lembram muito os argentinos, as pessoas são um tanto melancólicas e compartilham de uma pouca vontade de socializar.

talvez a lingua, por ser tão impessoal afaste as pessoas.

3# a luz aqui me lembra muito a guanabara, uma luz branca e forte.
Talvez seja o reflexo no téju.

depois eu continuo...